Economia e renda Governo Lula à frente
O que mudaria: com 2020: 282,1 × 293,5 bi
Comparação com dados oficiais · 2º turno 2026
Economia e renda: Governo Lula à frente. Contas públicas: Governo Bolsonaro à frente. Médias por ano, só dados oficiais.
Governo Bolsonaro (2019–2022)Governo Lula (2023–2025)
Os 99%: até R$ 15.214 por pessoa por mês. Renda e salário são da sua faixa; PIB, inflação e dívida, do país inteiro. Detalhe ›
Como contamos: 7 quesitos, cada um com regra escrita (maior ou menor é melhor) e média por ano de cada governo; "apertada" = outra conta razoável muda o resultado; a Selic é contexto. Não some os pontos: os blocos medem coisas diferentes. Tabela do placar ›
Resumo em 1 minuto
O que mudaria: com 2020: 282,1 × 293,5 bi
O que mudaria: % do PIB: 25,0% × 24,5%
*Lula: parcial, até ago/26
Nenhum governo ficou à frente em tudo. 7 quesitos: Governo Lula 4, Governo Bolsonaro 3.
Fonte: IBGE, BC e Tesouro · 2019–22 × 2023–25 · atualizado em 16/10/2026 · Como calculamos ›
Ordem desta página: a resposta; os 7 quesitos na ordem do placar (Economia e renda › · Contas públicas ›); o que não conta ponto ›; como calculamos ›.
Ver todas as 80 comparações ›Outros indicadores oficiais, com a mesma régua; não entram no placar de 7 quesitos.
O que mais pesa no dia a dia: emprego, preço das compras e o que chega a quem tem menos.
Crescimento
claraQuanto o país produziu a mais a cada ano, já sem a inflação. Por que importa: economia crescendo gera vagas e dinheiro para os serviços públicos.
No total do período: +5,7% (2019-22) × +9,2% (2023-25). Média composta (como juros sobre juros).
PIB real é o tamanho da economia, já descontando a inflação. "Cresceu 3% ao ano" = o país produziu 3% a mais de bens e serviços que no ano anterior, em volume (não em preço).
Inflação
apertadaQuanto os preços subiram, em média, a cada ano de cada governo. Por que importa: inflação alta come o salário antes do fim do mês.
Média geométrica (considera o efeito acumulado). Em 2026: 3,1% acumulados até agosto, 4,2% em 12 meses; a projeção do mercado (pesquisa Focus, do Banco Central, 02/10) aponta ~5,0% para o ano, acima do centro da meta oficial de inflação (3%).
IPCA é o termômetro oficial dos preços, medido pelo IBGE. "Inflação média de X%" = na média dos anos, os preços subiram X% em 12 meses.
Desemprego
claraDe cada 100 pessoas que querem trabalhar, quantas estavam sem emprego. Por que importa: emprego é a principal fonte de renda da maioria das famílias.
Taxa de desocupação, média anual oficial do IBGE (PNAD Contínua, SIDRA 4562). Pela média dos trimestres móveis (Banco Central, SGS 24369), a régua anterior desta página: 12,1% × 7,0%; o resultado não muda.
Desemprego é o percentual de pessoas de 14 anos ou mais que procuram trabalho e não encontram (Pesquisa PNAD Contínua, do IBGE). "12%" = cerca de 12 em cada 100 pessoas que querem trabalhar estão sem emprego.
Proteção social
apertadaO gasto federal com Bolsa Família, BPC e benefícios, sem o ano do Auxílio Emergencial. Por que importa: é a transferência que chega direto a quem tem menos renda.
Em 2020, o Auxílio Emergencial levou a Assistência a R$ 564 bi (R$ de dez/2025); por isso a regra do placar tira 2020. Diferença entre as médias: +56,1% sem 2020; +4,1% com 2020.
O que isto mostra: se a economia cresceu, se os preços subiram menos e se ficou mais fácil achar emprego. Por que importa para você: emprego e preço das compras do mês são o que mais pesa na maioria das casas.
Juro pago não vira saúde, escola ou benefício.
Controle do gasto
apertadaO gasto do governo federal sem juros e dívida, na média de cada ano. Por que importa: mostra se o gasto cresceu mais rápido que a inflação.
Gasto primário no PIB, do início ao fim de cada governo: 24,0% → 23,2% × 24,3% → 25,0%. Sem 2020, a média do Governo Bolsonaro em % do PIB cai para 23,3%. Base: estimativa a partir do RREO (União); o número oficial do Tesouro (RTN) está sem dado nas bases desta análise.
Regras e decisões que mudaram o gasto nos dois governos, no mesmo formato para os dois lados.
Cada item aparece com o seu tamanho real: os valores não são equivalentes entre os lados. Em "Regras mudadas", os valores são autorizações legais, não o que foi gasto.
"Com a decisão, o Tribunal autorizou o governo a regularizar os pagamentos que estavam retidos para cumprir a meta fiscal."
"Déficit primário acumulado no ano é de R$ 230,5 bilhões, resultado pior que o previsto no RARDP do 5º bimestre devido, principalmente, ao pagamento do estoque de precatórios em dezembro não previsto no RARDP, no valor de R$ 92,4 bilhões."
RARDP = Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, que o governo publica a cada bimestre para conferir se a meta fiscal será cumprida.
Com cada precatório contado no ano em que venceu, as médias ficam R$ 2,67 × R$ 3,01 tri por ano (na regra do site: R$ 2,67 × 3,02). Veredito mantido: Governo Bolsonaro à frente no controle do gasto.
Estas decisões não mudam a regra do quesito (média em R$ de dez/2025); explicam de onde vem parte da diferença.
Conta de juros
claraQuanto se pagou de juros por ano, comparado ao tamanho da economia. Por que importa: é dinheiro do orçamento que vai para credores, não para serviços.
Juros nominais incluem a inflação. Dívida maior e Selic mais alta pesam no Governo Lula. Aqui a conta é a de todo o setor público (NFSP/BCB, juros contados quando se acumulam); o RREO federal (União, grupo 2) é só a fatia federal: no mesmo período (jan-ago), o empenhado de juros foi de R$ 325,9 bi (2025) para R$ 476,9 bi (2026), +46%.
O que isto mostra: quanto o governo gastou sem contar juros, quanto deve e quanto paga de juros. Por que importa para você: juro pago é dinheiro que não vira posto de saúde, escola ou benefício.
| Indicador | Governo Bolsonaro (2019-2022) | Governo Lula (2023-2025) | Observação |
|---|---|---|---|
| Gasto primário (média real ao ano) | R$ 2,67 tri | R$ 3,02 tri, +13,3% | Salto de 2022→2023: +8,7% real (+13,8% nominal); sem o estoque de precatórios pago em dez/2023, +5,0% (ver "Saiba mais"). Base: estimativa a partir do RREO (União); número oficial do Tesouro (RTN) sem dado nas bases desta análise |
| Gasto primário no PIB | 24,0% → 23,2% (−0,7 ponto) | 24,3% → 25,0% (+0,7 ponto) | Início e fim de cada governo; médias da janela: 25,0% × 24,5% |
| Dívida bruta, DBGG/PIB | 75,3% (dez/18) → 71,7% (dez/22): −3,6 pontos | 71,7% → 82,9% (ago/26): +11,2 pontos | Governo Lula parcial, até ago/26 (até dez/2025: +7,0 pontos) |
| Dívida dos estados, DCL | R$ 0,82 tri → R$ 0,78 tri | R$ 0,83 tri → R$ 0,94 tri (parcial) | Valores nominais; contexto, não é gestão federal |
| Juros nominais (NFSP/BCB, média ao ano) | 5,0% do PIB (R$ 535 bi reais) | 7,5% do PIB (R$ 928 bi reais) | Todo o setor público, juros contados quando se acumulam (competência), 12 meses. Nos 12 meses até ago/2026: 8,9% do PIB (R$ 1,18 tri). O empenhado do RREO (União) mostra só a fatia federal (≈2,9% do PIB) |
Dívida que cresce exige mais dinheiro para juros e deixa menos para o resto.
Dívida pública
claraQuanto a dívida bruta mudou em relação ao tamanho da economia. Por que importa: dívida maior significa mais juros a pagar nos anos seguintes.
Por que a dívida sobe ou cai: ver a regra da dívida ›
Juro real da dívida
contexto← abaixo da inflação · acima →
Inflação alta de 2021–22 deixou o juro real negativo. Crescimento: 1,4% × 3,0% ao ano.
Fonte: Banco Central (NFSP e dívida bruta) e IBGE (PIB) · médias 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›
O que isto mostra: por que a dívida sobe ou cai: a corrida entre o juro real e o crescimento. Por que importa para você: dívida que cresce exige mais dinheiro para juros e deixa menos para o resto.
Todo ano, uma parte da dívida é rolagem (trocar dívida velha por nova, giro financeiro) e outra é juro (o custo do dinheiro emprestado). O que decide se a dívida sobe ou cai, em relação ao PIB, é uma corrida: r (juro real) × g (crescimento). Juro MENOR que o crescimento (r < g): a dívida cai em relação ao PIB. Juro MAIOR (r > g): a dívida sobe mesmo sem gasto novo. Aqui, o juro que conta é o juro real implícito da dívida: quanto a dívida de fato custou no ano, descontada a inflação (juros NFSP ÷ estoque da DBGG, corrigido pelo deflator do PIB). A Selic menos a inflação (Selic−IPCA) aparece só como referência da política do Banco Central.
| Pela regra da dívida | Governo Bolsonaro (2019-2022) | Governo Lula (2023-hoje) |
|---|---|---|
| Juro real da dívida (implícito) | −1,5% a.a. | +4,8% a.a. (12m: +5,0%) |
| Juro real da Selic (Selic − IPCA) [referência do Banco Central] | ~0,3% a.a. | ~7,9% a.a. (esperado hoje ≈ 8,6%: Selic 13,9% vs inflação esperada em 12 meses pelo Focus, 4,93%) |
| Crescimento (g) | 1,4% a.a. | 3,0% a.a. |
| r × g da dívida | r < g (−2,9 pontos) → a dívida cai | r > g (+1,8 pontos) → a dívida sobe |
| Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) / PIB | 75,3% → 71,7% (dez/18→dez/22) | 71,7% → 82,9% (dez/22→ago/26, parcial) |
| Marca do período | Juro real −1,5% · crescimento 1,4% ao ano | Juro real +4,8% · crescimento 3,0% ao ano |
Fontes: NFSP (BCB SGS 5727/5793), DBGG (13762), PIB (4380/7326, deflator = nominal ÷ real). Juro real da dívida = juros 12m do ano ÷ média do estoque (início/fim), deflacionado pelo deflator do PIB; p* = (r − g)/(1 + g) × d. Selic − IPCA = indicador de política monetária.
Governo Bolsonaro (2019–2022): pela regra da dívida
Pontos fortes:
Pontos fracos:
Pela regra: juro real (−1,5%) abaixo do crescimento (1,4%), e a dívida caiu.
Governo Lula (2023–2025): pela regra da dívida
Pontos fortes:
Pontos fracos:
Pela regra: juro real (+4,8%) acima do crescimento (3,0%), e a dívida subiu.
| Decomposição da variação da DBGG (pontos do PIB) | dez/2018→dez/2022 | dez/2022→dez/2025 |
|---|---|---|
| Juros nominais (12m acumulados) | +19,9 | +22,5 |
| Resultado primário (déficit soma dívida) | +8,1 | +3,1 |
| Efeito do crescimento do PIB em reais (dilui a dívida) | −27,8 | −16,6 |
| Ajustes e resíduo (fatores condicionantes: sem dado nas bases desta análise) | −3,8 | −2,0 |
| Variação total | −3,6 | +7,0 |
Esta tabela vai até dez/2025 (+7,0 pontos). O quesito Dívida usa o dado mais recente, ago/26 (+11,2), e diz isso no gráfico. Conta aproximada: Δd (variação da dívida) ≈ juros 12m + primário − d × g_nom/(1 + g_nom) + ajustes. No Governo Bolsonaro a dívida caiu apesar de déficits primários e juros: o PIB em reais (puxado pela inflação de 2021-22) e o juro real negativo pesaram mais. No Governo Lula, os juros pesaram mais. Estimativas oficiais dos fatores condicionantes do BCB: sem dado nas bases desta análise.
Não conta ponto: os dois valores e a regra, sem vencedor.
Salário mínimo
não conta pontoO mínimo em poder de compra de hoje, no fim de cada ano. Por que importa: o mínimo define muitas aposentadorias e benefícios.
Pelo INPC (a inflação das famílias de renda mais baixa), as médias ficam em R$ 1.362 × R$ 1.474 (+8,2%). Em 2026, o mínimo nominal é R$ 1.621 (o valor do contracheque).
Renda por pessoa
não conta pontoFonte: IBGE, PNAD Contínua (SIDRA 7531) · médias 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›
A renda de cada morador da casa, somando tudo, descontada a inflação. Por que importa: mostra se a casa passou a ter mais dinheiro de verdade.
IBGE, tabela SIDRA 7531 (renda domiciliar por pessoa), com a inflação descontada pelo IPCA.
Desigualdade
não conta pontoFonte: IBGE (SIDRA 7435) · médias 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›
Um índice de 0 a 1: quanto menor, mais igual é a renda. Por que importa: mostra se a renda cresceu mais embaixo ou em cima.
O menor valor anual da série foi 0,504, em 2024. O Gini é calculado pelo IBGE com a PNAD Contínua; quanto menor, mais igualitária é a distribuição.
50% mais pobres
não conta pontoFonte: IBGE (SIDRA 7531) · médias 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›
A média da metade da população com menor renda. Por que importa: é onde o aumento de preços pesa primeiro.
Faixas de renda
sem placarImagine a população em fila, da menor para a maior renda por pessoa. P10 = limite de renda de quem está na posição dos 10% mais pobres; P50 = o meio da fila (a "mediana"); P99 = o topo da lente. Cada barra mostra quanto esse limite subiu do Governo Bolsonaro (2019–2022, índice 100) para o Governo Lula (2023–2025), sem a inflação; embaixo, o valor em reais de cada um. Por que importa: mostra se a melhora chegou a quem ganha menos ou ficou no topo.
O que isto mostra: se o dinheiro das famílias passou a comprar mais, já descontada a inflação. Por que importa para você: renda e salário mínimo decidem o que cabe no carrinho do mês.
| Indicador | Governo Bolsonaro (2019-2022) | Governo Lula (2023-2025) | Observação |
|---|---|---|---|
| Salário mínimo real (média) | R$ 1.374 (−0,2% de 2019 a 2022) | R$ 1.478 (+5,2% de 2023 a 2025) | Na média, +7,5% real. Inflação descontada pelo IPCA; pelo INPC (a inflação das famílias de renda mais baixa): R$ 1.362 → R$ 1.474 (+8,2%). Em 2026: R$ 1.621 nominais (o valor do contracheque) |
| Desemprego (média anual) | 12,3% | 6,6% | Média anual oficial do IBGE (SIDRA 4562); 2025: 5,6%; 2026 (trimestre jun–ago): 5,3% |
| Assistência social (média ao ano) | R$ 282 bi com 2020 (área "Assistência" do orçamento, função 08: R$ 564 bi em 2020, a preços de dez/2025; ≈ R$ 424 bi nominais, liderados pelo Auxílio Emergencial); sem 2020: R$ 188,1 bi | R$ 294 bi | Bolsa Família com piso de R$ 600 + R$ 150 por criança de até 6 anos; benefício médio real por janela sem dado nas bases desta análise (~R$ 190 de benefício médio em 2019) |
| Renda domiciliar per capita real (renda por pessoa da casa, sem a inflação; média) | R$ 1.781 | R$ 2.127, +19,4% real | IBGE, tabela SIDRA 7531, com a inflação descontada pelo IPCA (R$ de dez/2025) |
| Desigualdade, Gini (média) | 0,531 | 0,511 | Em 2024: 0,504, o menor da série; em 2025: 0,511 |
| Ganho real por faixa (entre as médias) | P10 +37,7%, mediana (P50) +26,8%, P95 +17,3% e P99 +10,3% | Limites de cada faixa (IBGE, SIDRA 7438), inflação descontada pelo IPCA de dezembro | |
| 50% mais pobres (renda por pessoa) | R$ 576 | R$ 743, +29,0% | Os extremos (SIDRA 7531) |
| 10% mais ricos (renda por pessoa) | R$ 7.455 | R$ 8.557, +14,8% | Razão topo/pobres: 12,9× → 11,5× |
| 1% mais rico (fora da lente) | R$ 20.886 | R$ 23.299, +11,6% | Referência |
O que esta seção mostra: se o dinheiro das famílias passou a render mais, com a mesma régua do resto da página (média de um governo contra a média do outro). A renda por pessoa da casa, já descontada a inflação, foi de R$ 1.781 para R$ 2.127; o desemprego, de 12,3% para 6,6% (média anual do IBGE); a inflação média, de 6,1% para 4,6%; e a desigualdade (Gini) caiu de 0,531 para 0,511 na média; o menor valor foi 0,504, em 2024 (em 2025: 0,511).
O que pesou contra, nos dois governos. Governo Bolsonaro: em 2021, inflação de 10,1% e desemprego de 14,0% (em 2022: inflação de 5,8% e desemprego de 9,6%, média anual do IBGE); o Auxílio Emergencial (até R$ 1.200/mês em 2020–21) terminou. Governo Lula: crédito mais caro, com Selic média de 12,9% (6,5% no período anterior).
Gastar mais numa área não é, sozinho, melhor ou pior.
Gasto por área
sem vencedorAqui não há vencedor: gastar mais ou menos numa área não é, sozinho, melhor ou pior — mostramos para onde foi o dinheiro.
Por que não há placar: o envelhecimento da população eleva a Previdência em qualquer governo; menos gasto com pessoal pode ser eficiência ou corte; e, para julgar saúde e educação, seria preciso medir resultado, não verba. A página Comparações traz indicadores de resultado, como vacinação e abandono escolar.
Notas de leitura: Previdência é gasto obrigatório (benefícios definidos em lei); a Assistência aqui usa a janela inteira, com 2020 (o quesito Proteção social usa a regra sem 2020); Investimentos são cerca de 2% do gasto nos dois governos.
As áreas vêm de dois jeitos diferentes de dividir o orçamento (pelo tipo de gasto e pela área de governo) e não somam 100% do gasto; algumas se sobrepõem (ex.: parte do pessoal trabalha na saúde).
| Área | Média do Governo Bolsonaro (2019-2022) | Média do Governo Lula (2023-2025) | Variação real | Peso na despesa primária | Leitura rápida |
|---|---|---|---|---|---|
| Previdência Social | 1.007,8 | 1.087,6 | +7,9% | 37,8% → 36,0% | O maior gasto da União (~38% da despesa primária): cresceu 7,9% acima da inflação e hoje roda a R$ 1,10 trilhão por ano em valores de dez/2025. |
| Pessoal e Encargos Sociais | 407,6 | 392,6 | −3,7% | 15,3% → 13,0% | Caiu 3,7% descontada a inflação, embora tenha subido em reais correntes; passou de 15,3% para 13,0% da despesa primária (efeito do congelamento de reajustes e concursos de 2020–21). |
| Programas Sociais e Assistência | 282,1 | 293,5 | +4,1% | 10,6% → 9,7% | Média +4,1% entre as janelas (R$ 282 → R$ 294 bi/ano); sem 2020, a média do Governo Bolsonaro é R$ 188 bi/ano (regra do placar; ≈ R$ 424 bi nominais na função 08 em 2020). |
| Saúde e Educação | 327,2 | 384,8 | +17,6% | 12,3% → 12,7% | Cresceram 17,6% acima da inflação na média; juntas somam R$ 415 bi em 2025. |
| Investimentos (PAC e Obras) | 59,1 | 72,9 | +23,4% | 2,2% → 2,4% | O maior salto em percentual (+23,4% real), com ~2% do gasto nos dois (R$ 73 bi/ano em valores de hoje). |
Valores em R$ bilhões por ano, a preços de dez/2025 (empenhado = valor reservado no orçamento da União). "Peso na despesa primária" = média da área ÷ média da despesa primária (estimada) da mesma janela.
O que isto mostra: quanto o governo federal gastou por ano em cada área, já sem a inflação. Por que importa para você: é esse dinheiro que paga hospital, escola, aposentadoria, benefício e obra.
Pesou nos dois: inflação de 2021–22 e juros de 2023–26.
Selic (juro básico)
contextoFonte: Banco Central, SGS 432 · 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›
Decidida pelo Banco Central para controlar a inflação: é ferramenta, não resultado. Não conta ponto para nenhum dos dois.
A Selic é decidida pelo Banco Central (autônomo desde 2021) para controlar a inflação. É ferramenta, não resultado, por isso não conta ponto para nenhum dos dois governos. Juro baixo barateia o crédito; juro alto segura os preços e encarece a dívida.
Selic é o juro básico do país, definido pelo Banco Central. Pense nele como o "preço do dinheiro": quanto maior, mais caro pegar crédito, se financiar e rolar a dívida pública. É o remédio clássico para segurar a inflação.
O mundo
contextoMédia do juro dos EUA: 1,1% × 4,8% ao ano. Fator externo: não conta ponto.
O cenário mundial pesou nos dois governos. Governo Bolsonaro: juro quase zero na pandemia, depois inflação global e guerra; o Brasil subiu a Selic antes de outros países. Governo Lula: juro americano alto por mais tempo e dólar forte.
O mundo
contextoMédia do dólar: R$ 4,92 × R$ 5,32. Fator externo: não conta ponto.
O que isto mostra: juros dos EUA e dólar, que o Brasil não controla, em cada governo. Por que importa para você: dólar caro encarece combustível e comida; juro alto lá fora puxa o juro daqui.
Economia e renda: Governo Lula à frente em 4 quesitos. Contas públicas: Governo Bolsonaro à frente em 3. Ver o placar ›
Ver todas as 80 comparações ›Outros indicadores oficiais, com a mesma régua; não entram no placar de 7 quesitos.
Não. Mostra dados oficiais com a mesma regra para os dois lados. A decisão é sua.
Um governo teve 4 anos na conta e o outro 3. A média por ano deixa a comparação justa.
É decidida pelo Banco Central para controlar a inflação. É ferramenta, não resultado de governo.
Que outra conta razoável (outro período ou outra medida) muda ou quase muda o resultado. Mostramos qual.
Baixe os 52 arquivos oficiais em /fontes/. Cada um tem uma impressão digital (SHA-256).
| Quesito | À frente | Por quê (em números) |
|---|---|---|
| Crescimento | Governo Lula | média composta de 1,4% × 3,0% ao ano; a média do Governo Bolsonaro inclui a recessão de 2020 (sem 2020–21: 2,1% × 3,0%) |
| Inflação | Governo Lula | média geométrica de 6,1% × 4,6% ao ano; inclui 2021 (10,1%); só com 2019: 4,3% × 4,6% (apertada); em 12 meses até ago/26: 4,2% |
| Emprego | Governo Lula | desemprego médio de 12,3% × 6,6% (média anual oficial do IBGE, PNAD Contínua, SIDRA 4562); 2025: 5,6%; 2026 (trimestre jun–ago): 5,3% |
| Proteção social (Assistência) | Governo Lula | média sem 2020: R$ 188,1 bi × R$ 293,5 bi (+56,1%); com 2020 na conta: R$ 282,1 × 293,5 bi (+4,1%, apertada) |
| Juros (Selic) | contexto | média de 6,5% × 12,9% (2026: 14,4% até set). Decidida pelo Banco Central; ferramenta, não resultado. Não conta ponto para nenhum dos dois. |
| Controle do gasto | Governo Bolsonaro | despesa primária (o gasto do governo sem contar juros e pagamentos da dívida; valor estimado), média de R$ 2,67 tri × R$ 3,02 tri por ano, em R$ de dez/2025; em % do PIB: 25,0% × 24,5% (apertada); salto de 2022→2023: +8,7% real |
| Dívida pública | Governo Bolsonaro | 75,3% → 71,7% do PIB (−3,6 pontos, dez/18→dez/22) × 71,7% → 82,9% (+11,2 pontos, dez/22→ago/26, parcial). Na decomposição: juros +19,9 × +22,5 pontos; déficit primário +8,1 × +3,1; crescimento do PIB em reais −27,8 × −16,6 (Governo Lula até dez/2025) |
| Conta de juros | Governo Bolsonaro | conta de juros de todo o setor público (NFSP, do Banco Central): média de 5,0% do PIB (R$ 535 bi/ano, já descontada a inflação) × 7,5% (R$ 928 bi); nos 12 meses até ago/26: 8,9% (R$ 1,18 tri). Juro real da dívida: −1,5% × +4,8%. Só na parte federal (RREO, relatório do Tesouro): jan-ago/26 +46% sobre o mesmo período de 2025 |
Cada quesito vale 1 ponto. Alguns andam juntos nos dois blocos (crescimento e emprego; dívida e juros), por isso olhe cada um com seu valor. O que está marcado como "contexto" não conta ponto. O "PIB" é a soma de tudo o que o país produz em um ano; "% do PIB" compara um valor com o tamanho da economia.
Comparamos a média por ano de cada governo: 2019–2022 × 2023–2025. Valores em reais estão em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA de dezembro de cada ano. Cada quesito tem uma regra escrita, e quando a regra é diferente da padrão ela aparece no próprio gráfico.
Fonte: IBGE, PNAD Contínua (SIDRA 7438: limites superiores das classes de percentil; 7436: população). Percentuais intermediários por interpolação linear entre percentis. "SM" = salário mínimo vigente no ano. Arquivo: SIDRA 7438 (série 2012–2025, em /fontes/).
| Indicador | Por que entrou (o racional) | Fonte |
|---|---|---|
| Despesa da União (empenhada, real) | O tamanho do gasto, o ponto de partida de toda a comparação | Tesouro/SICONFI, RREO Anexo 01 |
| Gasto por natureza (pessoal, juros, outras, investimentos...) | Como o gasto se compõe, onde as prioridades mudam entre janelas | Tesouro/SICONFI, RREO Anexo 01 |
| Gasto por função (Assistência, Previdência, Saúde, Educação) | O destino: quem recebe o gasto | Tesouro/SICONFI, RREO Anexo 02 |
| Salário mínimo real | A renda mínima legal; arrasta aposentadorias e benefícios | BCB (SGS 1619) corrigido pelo IPCA |
| Programas sociais / Assistência (real; com e sem 2020) | A transferência que chega direto em quem tem menos (Bolsa Família, BPC) | Tesouro/SICONFI, Anexo 02 |
| IPCA | O preço: corrói a renda, e quem tem menos sente primeiro | BCB (SGS 433) |
| Desemprego | A porta de entrada da renda | IBGE (PNAD Contínua, série coletada) |
| PIB real | A atividade que gera emprego e arrecadação | BCB (SGS 7326) |
| Selic | O custo do dinheiro: mexe no crédito, no emprego e na conta da dívida | BCB (SGS 432) |
| Fed (juro dos EUA) e dólar | De onde vem o aperto externo; crédito global e câmbio chegam no preço | NY Fed · BCB (SGS 1) |
| Dívida (DBGG; DCL dos estados) | Quanto o governo deve; dívida maior exige mais juros nos anos seguintes. DBGG (BCB SGS 13762) como medida única; DCL estadual (RGF/SICONFI) | Banco Central · Tesouro Nacional |
| Renda domiciliar por pessoa (percentis) | Dimensiona a faixa desta lente (os 99% da população) e os degraus dentro dela | IBGE (SIDRA 7438) |
| Desigualdade (Gini) | Resume como a renda se distribui | IBGE (SIDRA 7435) |
| Renda média real | Contexto geral do país, para não olhar o gasto sem olhar a renda | IBGE (SIDRA 7458) |
| Ano | O que marcou | Indicadores-chave | Por que importa para a comparação |
|---|---|---|---|
| 2019 | Pré-pandemia; juro em queda | Selic 6,5% → 4,5%; mínimo de R$ 998 | É o ponto de partida da comparação |
| 2020 | Pandemia; gasto emergencial | Auxílio Emergencial no pico (função Assistência: R$ 564 bi a preços de dez/2025; ≈ R$ 424 bi nominais); juro a 2%; dólar R$ 5,64 | Ano fora da conta da proteção social (regra do placar). |
| 2021 | Volta da inflação; desemprego em 14,0% | IPCA de 10,1%; mínimo real em queda | A inflação corrói a renda de quem tem menos |
| 2022 | Aperto monetário; fim do Governo Bolsonaro | Selic a 13,75%; dívida de 75,3% para 71,7% do PIB no governo | Dívida a 71,7% do PIB; salário mínimo real −0,2% desde 2019. |
| 2023 | Recomposição das políticas sociais | Bolsa Família: piso de R$ 600 + R$ 150 por criança (até 6 anos); mínimo a R$ 1.320; desemprego 7,7% | Novo patamar das transferências |
| 2024 | Emprego forte; dólar alto | Desemprego 6,6%; dólar R$ 6,10; Gini 0,504 (menor da série; 2025: 0,511) | O mercado de trabalho puxa a base, mesmo com o mundo incerto |
| 2025 | Juro no pico; renda em alta | Selic 15%; mínimo a R$ 1.518; desemprego 5,6% | Renda em alta com crédito caro |
| 2026* | Parcial: desinflação lenta | IPCA 3,1% (jan-ago; 4,2% em 12m); desemprego 5,3% (trimestre jun–ago); Fed voltou a subir em set; juros nominais 12m: 8,9% do PIB (R$ 1,18 tri) | Período ainda em curso: juros em 12 meses a 8,9% do PIB. |
*2026 parcial. Valores reais a preços de dez/2025 quando comparados entre anos; indicadores nominais citados como "vigente no ano".
Janelas de tamanhos diferentes (4 anos x 3 anos + 2026 parcial), por isso as comparações usam médias anuais, com acumulados quando indicado. 2026 está em curso: inflação de 3,1% em 8 meses, desemprego de 5,3% (trimestre jun–ago), Selic média de 14,4% (até setembro) e despesa até o 4º bimestre. O Governo Bolsonaro inclui a pandemia (2020-21), que distorce PIB e gasto. Comparação descritiva de dados públicos; não é juízo político. Fontes: SICONFI/Secretaria do Tesouro Nacional (SIAFI), Banco Central (SGS 432/433/4380/7326/24369/1619/1/13762/4513/5793/5727), IBGE (PNAD/SIDRA 7435/7436/7438/7456/7457/7458), Tesouro/SICONFI (RREO e RGF). Juro dos EUA: NY Fed (taxa efetiva); câmbio: BCB (SGS 1). Extração em 06/10/2026 (séries mensais financeiras até set/2026).