Pular para o conteúdo
Bora pros dados Brasil Baixar fontes → Fontes

Comparação com dados oficiais · 2º turno 2026

Governo Bolsonaro × Governo Lula: quem foi melhor em cada tema?

Economia e renda: Governo Lula à frente. Contas públicas: Governo Bolsonaro à frente. Médias por ano, só dados oficiais.

Governo Bolsonaro (2019–2022)Governo Lula (2023–2025)

Só fontes oficiais IBGE · Banco Central · Tesouro Atualizado em · dados até set/2026 Como calculamos ›52 arquivos com SHA-256 ›Quem fez › Este site não indica voto.

Os 99%: até R$ 15.214 por pessoa por mês. Renda e salário são da sua faixa; PIB, inflação e dívida, do país inteiro. Detalhe ›

Como contamos: 7 quesitos, cada um com regra escrita (maior ou menor é melhor) e média por ano de cada governo; "apertada" = outra conta razoável muda o resultado; a Selic é contexto. Não some os pontos: os blocos medem coisas diferentes. Tabela do placar ›

Resumo em 1 minuto

Quem ficou à frente em cada quesito

Economia e renda Governo Lula à frente

Crescimento↑ maior é melhorclara
Bolsonaro1,4%
Lula3,0%
Inflação↓ menor é melhorapertada
Bolsonaro6,1%
Lula4,6%

O que mudaria: só 2019: 4,3% × 4,6%

Desemprego↓ menor é melhorclara
Bolsonaro12,3%
Lula6,6%
Proteção social↑ maior é melhor · sem 2020apertada
BolsonaroR$ 188,1 bi
LulaR$ 293,5 bi

O que mudaria: com 2020: 282,1 × 293,5 bi

Contas públicas Governo Bolsonaro à frente

Controle do gasto↓ menor é melhor · R$ de dez/2025apertada
BolsonaroR$ 2,67 tri
LulaR$ 3,02 tri

O que mudaria: % do PIB: 25,0% × 24,5%

Dívida pública↓ menor é melhor · pontos do PIBclara
Bolsonaro−3,6
Lula*+11,2

*Lula: parcial, até ago/26

Conta de juros↓ menor é melhorclara
Bolsonaro5,0% do PIB
Lula7,5% do PIB
Selic (juro básico)contexto, não conta ponto
Bolsonaro6,5%
Lula12,9%

Nenhum governo ficou à frente em tudo. 7 quesitos: Governo Lula 4, Governo Bolsonaro 3.

Fonte: IBGE, BC e Tesouro · 2019–22 × 2023–25 · atualizado em 16/10/2026 · Como calculamos ›

Ordem desta página: a resposta; os 7 quesitos na ordem do placar (Economia e renda › · Contas públicas ›); o que não conta ponto ›; como calculamos ›.

Ver todas as 80 comparações ›Outros indicadores oficiais, com a mesma régua; não entram no placar de 7 quesitos.

Placar · Economia e renda

Emprego, preços, crescimento e proteção social

O que mais pesa no dia a dia: emprego, preço das compras e o que chega a quem tem menos.

Crescimento

clara

Crescimento: Governo Lula à frente

Inflação

apertada

Inflação: Governo Lula à frente

Desemprego

clara

Desemprego: Governo Lula à frente

Proteção social

apertada

Proteção social: Governo Lula à frente

Saiba mais sobre esta seção ›Fechar

Sobre a seção

O que isto mostra: se a economia cresceu, se os preços subiram menos e se ficou mais fácil achar emprego. Por que importa para você: emprego e preço das compras do mês são o que mais pesa na maioria das casas.

Entenda os dados desta seção

  • Como ler: azul (●) = média do Governo Bolsonaro (2019-2022); roxo (■) = média do Governo Lula (2023-2025). Crescimento do PIB maior é melhor; inflação e desemprego menores são melhores; a Selic é contexto: juro alto segura os preços, mas encarece o crédito e a dívida.
  • Média por ano: como um governo tem 4 anos na conta e o outro 3, comparar totais seria injusto. Por isso comparamos a média de cada ano dentro de cada período.
  • Fonte geral: Banco Central, PIB real (SGS 7326), IPCA (SGS 433), Selic (SGS 432); desemprego: IBGE, PNAD Contínua (SIDRA 4562) · média anual de cada indicador dentro da janela · 2019-2022 × 2023-2025.
Placar · Contas públicas

Contas públicas: gasto e conta de juros

Juro pago não vira saúde, escola ou benefício.

Controle do gasto

apertada

Controle do gasto: Governo Bolsonaro à frente

Conta de juros

clara

Conta de juros: Governo Bolsonaro à frente

Saiba mais sobre esta seção ›Fechar

Sobre a seção

O que isto mostra: quanto o governo gastou sem contar juros, quanto deve e quanto paga de juros. Por que importa para você: juro pago é dinheiro que não vira posto de saúde, escola ou benefício.

Indicadores complementares, números em detalhe e definições

Indicadores complementares (não contam ponto)

  • Gasto em % do PIB, do início ao fim de cada governo: −0,7 × +0,7 ponto (24,0% → 23,2% × 24,3% → 25,0%) · ↓ menor é melhor · apertada: médias da janela, 25,0% × 24,5%.
  • Gasto real dentro de cada governo: +8,6% × +9,5% · contexto: 3 variações anuais × 2, não comparável. Nominal: +32,2% × +19,7%; inflação do período: 21,7% × 9,3%.
  • Dívida dos estados (valores nominais): R$ 0,82 → 0,78 tri × R$ 0,83 → 0,94 tri (2026 parcial) · contexto: não é gestão federal. Dívida dos estados dividida pela receita deles (DCL/RCL): 1,28 (2019; 24 de 27 UFs no 3º quadrimestre) → 0,78 (2022) → 0,77 (2025) → 0,71 (2026, parcial).

Os números em detalhe

IndicadorGoverno Bolsonaro (2019-2022)Governo Lula (2023-2025)Observação
Gasto primário (média real ao ano)R$ 2,67 triR$ 3,02 tri, +13,3%Salto de 2022→2023: +8,7% real (+13,8% nominal); sem o estoque de precatórios pago em dez/2023, +5,0% (ver "Saiba mais"). Base: estimativa a partir do RREO (União); número oficial do Tesouro (RTN) sem dado nas bases desta análise
Gasto primário no PIB24,0% → 23,2% (−0,7 ponto)24,3% → 25,0% (+0,7 ponto)Início e fim de cada governo; médias da janela: 25,0% × 24,5%
Dívida bruta, DBGG/PIB75,3% (dez/18) → 71,7% (dez/22): −3,6 pontos71,7% → 82,9% (ago/26): +11,2 pontosGoverno Lula parcial, até ago/26 (até dez/2025: +7,0 pontos)
Dívida dos estados, DCLR$ 0,82 tri → R$ 0,78 triR$ 0,83 tri → R$ 0,94 tri (parcial)Valores nominais; contexto, não é gestão federal
Juros nominais (NFSP/BCB, média ao ano)5,0% do PIB (R$ 535 bi reais)7,5% do PIB (R$ 928 bi reais)Todo o setor público, juros contados quando se acumulam (competência), 12 meses. Nos 12 meses até ago/2026: 8,9% do PIB (R$ 1,18 tri). O empenhado do RREO (União) mostra só a fatia federal (≈2,9% do PIB)

Entenda os dados desta seção

  • Despesa da União (empenhada), é o dinheiro que o governo reservou e executou do orçamento no ano: o "quanto saiu do caixa federal". Vem do SIAFI, o sistema contábil do governo, via balanço publicado no SICONFI.
  • Nominal x real, nominal é o valor de face, com a inflação embutida; real é o valor corrigido pelo IPCA. A régua é a real: a despesa primária (proxy) subiu +32,2% nominal no Governo Bolsonaro, mas a inflação do período (2020-2022: +21,7%) cortou para +8,6% real; no Governo Lula, +19,7% nominal contra +9,3% de inflação → +9,5% real.
  • % do PIB, compara o gasto com o tamanho da economia: "para cada R$ 100 que o país produz, quanto o governo gastou". Serve para comparar anos com inflação e crescimento diferentes.
  • Dívida (DBGG/PIB), a dívida bruta do Governo Geral (União + estados + municípios) como proporção do PIB: "quanto o governo deve para cada R$ 100 de economia". Medida única desta página (BCB SGS 13762); janelas contíguas: dez/18→dez/22 e dez/22→ago/26. Dívida subindo = mais juros no futuro.
  • Juros e encargos, quanto o governo pagou para rolar e remunerar a dívida; sai do orçamento para os credores.
  • DCL dos estados, a dívida consolidada líquida dos 27 estados e do DF (o que devem, menos o que têm a receber). RCL é a receita corrente líquida, o que o estado arrecada para o dia a dia.
  • Despesa primária, todo o gasto do governo menos juros e pagamento da dívida (salários, aposentadorias, saúde, educação, obras). Aqui é uma estimativa calculada a partir do relatório do Tesouro (RREO), porque o número oficial (RTN) está sem dado nas bases desta análise.
  • Pontos do PIB, a diferença entre dois percentuais: de 71,7% para 82,9% do PIB = +11,2 pontos.
Placar · Contas públicas

A dívida: quanto mudou e por quê

Dívida que cresce exige mais dinheiro para juros e deixa menos para o resto.

Dívida pública

clara

Dívida pública: Governo Bolsonaro à frente

Juro real da dívida

contexto

Juro real da dívida: contexto, não conta ponto

contexto · acima da inflação
Bolsonaro−1,5%
Lula+4,8%

← abaixo da inflação · acima →

Inflação alta de 2021–22 deixou o juro real negativo. Crescimento: 1,4% × 3,0% ao ano.

Fonte: Banco Central (NFSP e dívida bruta) e IBGE (PIB) · médias 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›

Saiba mais sobre esta seção ›Fechar

Sobre a seção

O que isto mostra: por que a dívida sobe ou cai: a corrida entre o juro real e o crescimento. Por que importa para você: dívida que cresce exige mais dinheiro para juros e deixa menos para o resto.

A regra da dívida (r × g), os dois governos, a decomposição e a sensibilidade

Como ler a regra da dívida (r × g)

Todo ano, uma parte da dívida é rolagem (trocar dívida velha por nova, giro financeiro) e outra é juro (o custo do dinheiro emprestado). O que decide se a dívida sobe ou cai, em relação ao PIB, é uma corrida: r (juro real) × g (crescimento). Juro MENOR que o crescimento (r < g): a dívida cai em relação ao PIB. Juro MAIOR (r > g): a dívida sobe mesmo sem gasto novo. Aqui, o juro que conta é o juro real implícito da dívida: quanto a dívida de fato custou no ano, descontada a inflação (juros NFSP ÷ estoque da DBGG, corrigido pelo deflator do PIB). A Selic menos a inflação (Selic−IPCA) aparece só como referência da política do Banco Central.

Pela regra da dívidaGoverno Bolsonaro (2019-2022)Governo Lula (2023-hoje)
Juro real da dívida (implícito)−1,5% a.a.+4,8% a.a. (12m: +5,0%)
Juro real da Selic (Selic − IPCA) [referência do Banco Central]~0,3% a.a.~7,9% a.a. (esperado hoje ≈ 8,6%: Selic 13,9% vs inflação esperada em 12 meses pelo Focus, 4,93%)
Crescimento (g)1,4% a.a.3,0% a.a.
r × g da dívidar < g (−2,9 pontos) → a dívida cair > g (+1,8 pontos) → a dívida sobe
Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) / PIB75,3% → 71,7% (dez/18→dez/22)71,7% → 82,9% (dez/22→ago/26, parcial)
Marca do períodoJuro real −1,5% · crescimento 1,4% ao anoJuro real +4,8% · crescimento 3,0% ao ano

Fontes: NFSP (BCB SGS 5727/5793), DBGG (13762), PIB (4380/7326, deflator = nominal ÷ real). Juro real da dívida = juros 12m do ano ÷ média do estoque (início/fim), deflacionado pelo deflator do PIB; p* = (r − g)/(1 + g) × d. Selic − IPCA = indicador de política monetária.

Os dois governos pela regra da dívida

Governo Bolsonaro (2019–2022): pela regra da dívida

Pontos fortes:

  • Juro real da dívida de −1,5% ao ano; dívida de 75,3% para 71,7% do PIB (dez/18–dez/22).
  • Auxílio Emergencial em 2020 (Assistência: R$ 564 bi em R$ de dez/2025).

Pontos fracos:

  • Crescimento de 1,4% ao ano; desemprego médio de 12,3%.
  • Salário mínimo real: −0,2% no período; inflação de 10,1% em 2021.
  • Déficits primários somaram +8,1 pontos de dívida.
  • Investimento: R$ 59 bi por ano (cerca de 2% do gasto).

Pela regra: juro real (−1,5%) abaixo do crescimento (1,4%), e a dívida caiu.

Governo Lula (2023–2025): pela regra da dívida

Pontos fortes:

  • Crescimento de 3,0% ao ano; desemprego médio de 6,6% (5,6% em 2025).
  • Renda por pessoa: R$ 1.781 → R$ 2.127; salário mínimo +7,5% real.
  • Inflação média de 4,6% (4,2% em 12 meses até ago/26).
  • Investimento: R$ 73 bi por ano (cerca de 2% do gasto).

Pontos fracos:

  • Juro real da dívida de +4,8% ao ano, acima do crescimento; dívida de 71,7% para 82,9% do PIB (parcial, ago/26).
  • Conta de juros: 8,9% do PIB em 12 meses (R$ 1,18 tri).
  • Selic média de 12,9% (pico de 15%).
  • Juros somaram +22,5 pontos de dívida (2023–25).

Pela regra: juro real (+4,8%) acima do crescimento (3,0%), e a dívida subiu.

De onde veio a variação da dívida

Decomposição da variação da DBGG (pontos do PIB)dez/2018→dez/2022dez/2022→dez/2025
Juros nominais (12m acumulados)+19,9+22,5
Resultado primário (déficit soma dívida)+8,1+3,1
Efeito do crescimento do PIB em reais (dilui a dívida)−27,8−16,6
Ajustes e resíduo (fatores condicionantes: sem dado nas bases desta análise)−3,8−2,0
Variação total−3,6+7,0

Esta tabela vai até dez/2025 (+7,0 pontos). O quesito Dívida usa o dado mais recente, ago/26 (+11,2), e diz isso no gráfico. Conta aproximada: Δd (variação da dívida) ≈ juros 12m + primário − d × g_nom/(1 + g_nom) + ajustes. No Governo Bolsonaro a dívida caiu apesar de déficits primários e juros: o PIB em reais (puxado pela inflação de 2021-22) e o juro real negativo pesaram mais. No Governo Lula, os juros pesaram mais. Estimativas oficiais dos fatores condicionantes do BCB: sem dado nas bases desta análise.

E se tirarmos a pandemia da conta? (sensibilidade)

  • Como ler: cada par é Governo Bolsonaro x Governo Lula. Sem 2020-21, as diferenças de crescimento, inflação e desemprego ficam menores; usando só 2019, a inflação do Governo Bolsonaro fica abaixo da do Governo Lula.
  • Excluindo 2020-21 (pandemia): PIB 2,1% x 3,0% · IPCA 5,0% x 4,6% · desemprego 10,7% x 6,6%.
  • 2019 "puro" x 2023-25: PIB 1,2% x 3,0% · IPCA 4,3% x 4,6% · desemprego 11,8% x 6,6%.

Entenda os dados desta seção

  • Juro real implícito da dívida, o juro que a dívida de fato paga: juros nominais do setor público (NFSP) divididos pela média do estoque da dívida (DBGG), descontada a inflação (deflator do PIB). É diferente da Selic, que é a ferramenta do Banco Central e não o juro que a dívida paga.
  • Por que a dívida sobe ou cai, a variação tem quatro pedaços: o juro que roda sobre a dívida; o crescimento do PIB (o "efeito-denominador": PIB maior dilui a dívida); o resultado primário (gastar mais do que arrecadar, sem contar juros); e ajustes e resíduo (efeito do dólar e outros acertos contábeis).
  • r − g, a regra da dívida: juro real (r) abaixo do crescimento (g) faz a dívida cair em relação ao PIB; acima, ela sobe mesmo sem déficit.
  • Leitura parcial, os números de 2026 (como os de ago/26) são a leitura mais recente disponível; o período ainda não fechou.
Além do placar

Além do placar: no seu bolso

Não conta ponto: os dois valores e a regra, sem vencedor.

Salário mínimo

não conta ponto

Salário mínimo real: médias dos dois governos

Como calculamos ›

Renda por pessoa

não conta ponto

Renda por pessoa: médias dos dois governos

↑ maior é melhor · R$ de dez/2025
BolsonaroR$ 1.781
LulaR$ 2.127

Fonte: IBGE, PNAD Contínua (SIDRA 7531) · médias 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›

Desigualdade

não conta ponto

Desigualdade (Gini): médias dos dois governos

↓ menor é melhor · índice de 0 a 1
Bolsonaro0,531
Lula0,511

Fonte: IBGE (SIDRA 7435) · médias 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›

50% mais pobres

não conta ponto

Renda dos 50% mais pobres: médias dos dois governos

↑ maior é melhor · R$ de dez/2025
BolsonaroR$ 576
LulaR$ 743

Fonte: IBGE (SIDRA 7531) · médias 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›

Faixas de renda

sem placar

Em que faixa de renda o ganho, sem a inflação, foi maior?

Saiba mais sobre esta seção ›Fechar

Sobre a seção

O que isto mostra: se o dinheiro das famílias passou a comprar mais, já descontada a inflação. Por que importa para você: renda e salário mínimo decidem o que cabe no carrinho do mês.

Números em detalhe, o que pesou contra e definições

Os números em detalhe

IndicadorGoverno Bolsonaro (2019-2022)Governo Lula (2023-2025)Observação
Salário mínimo real (média)R$ 1.374 (−0,2% de 2019 a 2022)R$ 1.478 (+5,2% de 2023 a 2025)Na média, +7,5% real. Inflação descontada pelo IPCA; pelo INPC (a inflação das famílias de renda mais baixa): R$ 1.362 → R$ 1.474 (+8,2%). Em 2026: R$ 1.621 nominais (o valor do contracheque)
Desemprego (média anual)12,3%6,6%Média anual oficial do IBGE (SIDRA 4562); 2025: 5,6%; 2026 (trimestre jun–ago): 5,3%
Assistência social (média ao ano)R$ 282 bi com 2020 (área "Assistência" do orçamento, função 08: R$ 564 bi em 2020, a preços de dez/2025; ≈ R$ 424 bi nominais, liderados pelo Auxílio Emergencial); sem 2020: R$ 188,1 biR$ 294 biBolsa Família com piso de R$ 600 + R$ 150 por criança de até 6 anos; benefício médio real por janela sem dado nas bases desta análise (~R$ 190 de benefício médio em 2019)
Renda domiciliar per capita real (renda por pessoa da casa, sem a inflação; média)R$ 1.781R$ 2.127, +19,4% realIBGE, tabela SIDRA 7531, com a inflação descontada pelo IPCA (R$ de dez/2025)
Desigualdade, Gini (média)0,5310,511Em 2024: 0,504, o menor da série; em 2025: 0,511
Ganho real por faixa (entre as médias)P10 +37,7%, mediana (P50) +26,8%, P95 +17,3% e P99 +10,3%Limites de cada faixa (IBGE, SIDRA 7438), inflação descontada pelo IPCA de dezembro
50% mais pobres (renda por pessoa)R$ 576R$ 743, +29,0%Os extremos (SIDRA 7531)
10% mais ricos (renda por pessoa)R$ 7.455R$ 8.557, +14,8%Razão topo/pobres: 12,9× → 11,5×
1% mais rico (fora da lente)R$ 20.886R$ 23.299, +11,6%Referência

Leitura da seção e o que pesou contra

O que esta seção mostra: se o dinheiro das famílias passou a render mais, com a mesma régua do resto da página (média de um governo contra a média do outro). A renda por pessoa da casa, já descontada a inflação, foi de R$ 1.781 para R$ 2.127; o desemprego, de 12,3% para 6,6% (média anual do IBGE); a inflação média, de 6,1% para 4,6%; e a desigualdade (Gini) caiu de 0,531 para 0,511 na média; o menor valor foi 0,504, em 2024 (em 2025: 0,511).

O que pesou contra, nos dois governos. Governo Bolsonaro: em 2021, inflação de 10,1% e desemprego de 14,0% (em 2022: inflação de 5,8% e desemprego de 9,6%, média anual do IBGE); o Auxílio Emergencial (até R$ 1.200/mês em 2020–21) terminou. Governo Lula: crédito mais caro, com Selic média de 12,9% (6,5% no período anterior).

Entenda os dados desta seção

  • "Real": sempre que aparece "real" (salário real, renda real, +7,5% real), o valor já tem a inflação descontada. É o que mostra se o poder de compra subiu de verdade.
  • Como comparamos (padrão da página): sempre janela contra janela, ou seja, a média do Governo Bolsonaro (2019-2022) × média do Governo Lula (2023-2025). Anos soltos (como 2020 ou 2024) aparecem só quando a história é de um evento daquele ano específico, e 2026 entra marcado como atual/parcial.
  • Salário mínimo real: o valor do contracheque (o "nominal") corrigido pela inflação (IPCA) para R$ de dezembro de 2025, a única forma de comparar "quanto valia" em cada ano. Ele define o valor de muitas aposentadorias e benefícios, por isso é a régua mais direta para quem ganha menos.
  • Gini: índice de 0 a 1 que mede desigualdade de renda; quanto menor, mais igualitária é a distribuição. É calculado pelo IBGE com a PNAD Contínua.
  • Renda do IBGE: usamos os dados de renda do IBGE (tabelas SIDRA 7531/7438, a preços médios de cada ano) e descontamos a inflação pelo IPCA, levando tudo para R$ de dez/2025, a mesma régua de preços dos gráficos.
  • O que ainda falta: a parcela da população em pobreza/extrema pobreza (% da população) está sem dado nas bases desta análise. Renda consolidada (7531) e os 50% mais pobres: incluídos nesta análise.
  • Sobre as faixas: a lente aqui é os 99% da população, renda domiciliar por pessoa de até R$ 15.214 (≈ 10 SM em 2025; IBGE, SIDRA 7438), o que exclui apenas o 1% mais rico (≈ 2,1 milhões de pessoas). Os degraus e as versões mais estreitas (90% e os mais pobres) estão no apêndice.
Além do placar

Para onde foi o dinheiro: gasto por área

Gastar mais numa área não é, sozinho, melhor ou pior.

Gasto por área

sem vencedor

Gasto por área: para onde foi o dinheiro

Aqui não há vencedor: gastar mais ou menos numa área não é, sozinho, melhor ou pior — mostramos para onde foi o dinheiro.

Saiba mais sobre esta seção ›Fechar

Sobre a seção

O que isto mostra: quanto o governo federal gastou por ano em cada área, já sem a inflação. Por que importa para você: é esse dinheiro que paga hospital, escola, aposentadoria, benefício e obra.

Entenda os dados desta seção

  • Como cada área é definida ("grupo" e "função" são os códigos oficiais do orçamento): Juros e Encargos = grupo 2 (custo do dinheiro, fora da primária); Amortização = grupo 6 (rolagem, não é despesa final; fora dos gráficos e dos pesos); Pessoal = grupo 1; Investimentos = grupo 4 (obras, equipamentos, onde mora o PAC); Previdência Social = função 09 (benefícios do INSS e afins); Programas Sociais e Assistência = função 08 (Bolsa Família, BPC, benefícios eventuais); Saúde e Educação = funções 10 e 12 somadas.
  • Valores reais: cada valor foi corrigido pela inflação (IPCA) para preços de dezembro de 2025, é a única forma justa de comparar gastos de 2019 com gastos de hoje. Sem isso, a inflação de ~39% no período apareceria como "crescimento".
  • Cuidado com sobreposição: os cortes vêm de visões diferentes do orçamento e um mesmo gasto pode aparecer em dois lugares, por exemplo, o pessoal lotado em hospitais aparece tanto em "Pessoal" quanto em "Saúde e Educação". Por isso as áreas não somam 100%.
  • Amortização é rolagem: a linha de amortização é o governo pagando dívida antiga com dívida nova, sobe e desce conforme o calendário dos títulos. Quem dita a tendência da área de dívida são os juros.
  • Cada área, em uma linha: Previdência +7,9%; Pessoal −3,7%; Saúde e Educação +17,6%; Assistência +4,1% (com 2020); Investimentos +23,4%; Juros (só União) −8,7%. Todos em R$ de dez/2025.
Contexto

O que veio de fora: juros dos EUA, dólar e Selic

Pesou nos dois: inflação de 2021–22 e juros de 2023–26.

Selic (juro básico)

contexto

Selic (juro básico): contexto, não conta ponto

sem placar · média aritmética
Bolsonaro6,5%
Lula12,9%

Fonte: Banco Central, SGS 432 · 2019–22 × 2023–25 · Como calculamos ›

O mundo

contexto

O mundo: juro básico no Brasil e nos EUA

Média do juro dos EUA: 1,1% × 4,8% ao ano. Fator externo: não conta ponto.

O mundo

contexto

O mundo: o dólar em reais

Média do dólar: R$ 4,92 × R$ 5,32. Fator externo: não conta ponto.

Saiba mais sobre esta seção ›Fechar

Sobre a seção

O que isto mostra: juros dos EUA e dólar, que o Brasil não controla, em cada governo. Por que importa para você: dólar caro encarece combustível e comida; juro alto lá fora puxa o juro daqui.

Definições e linha do tempo, ano a ano

Entenda os dados desta seção

  • Fed, o banco central dos EUA; sua taxa (Fed funds) é o juro básico da maior economia do mundo e a referência global do custo do dinheiro. Quando sobe, os títulos americanos ficam mais atraentes, o capital migra para lá, o dólar fortalece, e países emergentes como o Brasil precisam oferecer juros maiores para atrair investidor.
  • Selic, o juro básico brasileiro (ver o card Selic ›, nesta seção); aqui ele aparece lado a lado com o Fed para mostrar as ondas globais e as diferenças locais.
  • Dólar (R$/US$), o preço da moeda americana em reais (média mensal, série do BCB). É o "cano" por onde a incerteza do mundo vira inflação e juros aqui: dólar caro → importados e combustíveis mais caros → IPCA pressionado → Selic tende a subir.
  • Por que isso aparece na conta da dívida: a despesa de juros combina (a) a Selic, quanto custa o dinheiro aqui, mais (b) o prêmio de risco, o "pedágio" que investidores cobram para emprestar ao Brasil, que sobe com incerteza global ou local. Dívida maior + juro de dois dígitos por anos = conta de juros de 7,5% do PIB por ano no Governo Lula (5,0% no Governo Bolsonaro).
  • Cuidado com a leitura: o juro brasileiro responde aos dois lados, de fora (Fed, dólar, medo de risco dos investidores) e de dentro (inflação, contas do governo). As faixas coloridas ajudam a comparar as janelas; não existe "culpa" única.

Linha do tempo, ano a ano

  • 2019, mundo com juro baixo; Selic caindo (6,5% em janeiro → 4,5% no fim do ano).
  • 2020, pandemia: Fed corta para ~0% e o Brasil para 2% (mínima histórica), dinheiro barato no planeta; dólar pulou a R$ 5,64 em maio.
  • 2021, inflação volta ao mundo (estímulos + cadeias de produção quebradas); o Brasil sobe juros antes de todos (Selic de 2% para 9,25%).
  • 2022, guerra na Ucrânia: energia e alimentos disparam; o Fed vai de ~0% a 4,1% em nove meses; a Selic bate 13,75% ainda em agosto, à frente do mundo.
  • 2023, a inflação no mundo cai devagar; o Fed segura o juro em ~5% (pico de 5,3%); o Brasil já está cortando (13,75% → 11,75%).
  • 2024, o Fed só começa a cortar em setembro; no fim do ano, eleições nos EUA + incertezas fiscais aqui levam o dólar a R$ 6,10 e o BC brasileiro volta a subir a Selic.
  • 2025, o Fed corta (média 4,2% no ano); aqui a Selic sobe até 15% (pico em jun/2025), e só em março de 2026 começa a ceder.
  • 2026, Fed ~3,6% (média até set) e voltou a subir em setembro (3,75% na média do mês); dólar a R$ 5,14 em setembro; Selic em queda lenta (média de 13,9% em setembro). A conta de juros em 12 meses está em 8,9% do PIB (R$ 1,18 tri).
Em resumo

Nenhum governo ficou à frente em tudo

Economia e renda: Governo Lula à frente em 4 quesitos. Contas públicas: Governo Bolsonaro à frente em 3. Ver o placar ›

Ver todas as 80 comparações ›Outros indicadores oficiais, com a mesma régua; não entram no placar de 7 quesitos.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre esta comparação

5 perguntas: voto, média por ano, Selic, "apertada" e como conferir ›Fechar
O site indica em quem votar?O site indica em quem votar?

Não. Mostra dados oficiais com a mesma regra para os dois lados. A decisão é sua.

Por que média por ano?Por que média por ano?

Um governo teve 4 anos na conta e o outro 3. A média por ano deixa a comparação justa.

Por que a Selic não conta ponto?Por que a Selic não conta ponto?

É decidida pelo Banco Central para controlar a inflação. É ferramenta, não resultado de governo.

O que quer dizer "apertada"?O que quer dizer "apertada"?

Que outra conta razoável (outro período ou outra medida) muda ou quase muda o resultado. Mostramos qual.

Como confiro os números?Como confiro os números?

Baixe os 52 arquivos oficiais em /fontes/. Cada um tem uma impressão digital (SHA-256).

De onde vem cada número?

Como calculamos: regras, fontes e conferência

Regras, faixa dos 99%, indicadores, cálculos e linha do tempo ›Fechar
Tabela do placar: os 7 quesitos e a SelicFechar
QuesitoÀ frentePor quê (em números)
CrescimentoGoverno Lulamédia composta de 1,4% × 3,0% ao ano; a média do Governo Bolsonaro inclui a recessão de 2020 (sem 2020–21: 2,1% × 3,0%)
InflaçãoGoverno Lulamédia geométrica de 6,1% × 4,6% ao ano; inclui 2021 (10,1%); só com 2019: 4,3% × 4,6% (apertada); em 12 meses até ago/26: 4,2%
EmpregoGoverno Luladesemprego médio de 12,3% × 6,6% (média anual oficial do IBGE, PNAD Contínua, SIDRA 4562); 2025: 5,6%; 2026 (trimestre jun–ago): 5,3%
Proteção social (Assistência)Governo Lulamédia sem 2020: R$ 188,1 bi × R$ 293,5 bi (+56,1%); com 2020 na conta: R$ 282,1 × 293,5 bi (+4,1%, apertada)
Juros (Selic)contextomédia de 6,5% × 12,9% (2026: 14,4% até set). Decidida pelo Banco Central; ferramenta, não resultado. Não conta ponto para nenhum dos dois.
Controle do gastoGoverno Bolsonarodespesa primária (o gasto do governo sem contar juros e pagamentos da dívida; valor estimado), média de R$ 2,67 tri × R$ 3,02 tri por ano, em R$ de dez/2025; em % do PIB: 25,0% × 24,5% (apertada); salto de 2022→2023: +8,7% real
Dívida públicaGoverno Bolsonaro75,3% → 71,7% do PIB (−3,6 pontos, dez/18→dez/22) × 71,7% → 82,9% (+11,2 pontos, dez/22→ago/26, parcial). Na decomposição: juros +19,9 × +22,5 pontos; déficit primário +8,1 × +3,1; crescimento do PIB em reais −27,8 × −16,6 (Governo Lula até dez/2025)
Conta de jurosGoverno Bolsonaroconta de juros de todo o setor público (NFSP, do Banco Central): média de 5,0% do PIB (R$ 535 bi/ano, já descontada a inflação) × 7,5% (R$ 928 bi); nos 12 meses até ago/26: 8,9% (R$ 1,18 tri). Juro real da dívida: −1,5% × +4,8%. Só na parte federal (RREO, relatório do Tesouro): jan-ago/26 +46% sobre o mesmo período de 2025

Cada quesito vale 1 ponto. Alguns andam juntos nos dois blocos (crescimento e emprego; dívida e juros), por isso olhe cada um com seu valor. O que está marcado como "contexto" não conta ponto. O "PIB" é a soma de tudo o que o país produz em um ano; "% do PIB" compara um valor com o tamanho da economia.

Regras particulares desta páginaFechar

Comparamos a média por ano de cada governo: 2019–2022 × 2023–2025. Valores em reais estão em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA de dezembro de cada ano. Cada quesito tem uma regra escrita, e quando a regra é diferente da padrão ela aparece no próprio gráfico.

  • Proteção social: sem 2020 (ano do Auxílio Emergencial). Com 2020: R$ 282,1 × 293,5 bi.
  • Controle do gasto: em R$ de dez/2025, com 2020. Em % do PIB: 25,0% × 24,5% (com 2020) e 23,3% × 24,5% (sem 2020).
  • Dívida: Governo Lula parcial, até ago/26. Até dez/2025: +7,0 pontos.
  • Selic: contexto, não conta ponto para nenhum dos dois.
  • Indicadores de renda, áreas de gasto, mundo e juro real: complementares, não contam ponto.
A faixa dos 99% da população (o corte em salários mínimos)Fechar
  • Corte para pegar 99% da população: renda domiciliar por pessoa de até R$ 15.214 por mês ≈ 10 salários mínimos (2025; limite do 1% mais rico, IBGE/PNAD, SIDRA 7438). Fica de fora apenas o 1% mais rico, ≈ 2,1 milhões de pessoas. Dentro da faixa: ≈ 211 milhões.
  • De onde vem o número: o IBGE publica os limites superiores de cada classe de percentil, inclusive o P99 (PNAD Contínua, SIDRA 7438, a preços médios do ano): R$ 15.214 em 2025. É um limite, não uma média: a renda média do 1% mais rico é R$ 24.973 por pessoa (IBGE, 2025).
  • Os degraus dentro dos 99% da população (2025, renda por pessoa; "10%: R$ 451" = 10% das pessoas vivem com até R$ 451 por mês): 10%: R$ 451 (0,30 SM) · 20%: R$ 694 (0,46) · 30%: R$ 906 (0,60) · 40%: R$ 1.154 (0,76) · 50%: R$ 1.490 (0,98) · 60%: R$ 1.697 (1,12) · 70%: R$ 2.158 (1,42) · 80%: R$ 2.958 (1,95) · 90%: R$ 4.609 (3,04) · 95%: R$ 6.900 (4,55) · 99%: R$ 15.214 (10,0).
  • Checagens rápidas (quanto da população vive abaixo de): ½ SM ≈ 23% · 1 SM ≈ 51% · 2 SM ≈ 80% · 3 SM ≈ 90% · 4,5 SM ≈ 95% · 10 SM ≈ 99%.
  • E entre as janelas? Os cortes, medidos em salários mínimos, variam pouco (P95: 4,2 → 4,1 → 4,5 SM entre 2019, 2022 e 2025; P99: 10,3 → 8,9 → 10,0): o que mudou de verdade foi a renda das pessoas, descontada a inflação.
  • Por que esse recorte: os 99% da população são praticamente o Brasil inteiro, da base ao topo da classe média; dentro ficam os que dependem de emprego, serviços públicos e crédito, e fora só o 1% cujo padrão de vida vem de patrimônio. Por isso esta lente olha o conjunto: emprego, preço, renda, serviços e a conta do crédito.

Fonte: IBGE, PNAD Contínua (SIDRA 7438: limites superiores das classes de percentil; 7436: população). Percentuais intermediários por interpolação linear entre percentis. "SM" = salário mínimo vigente no ano. Arquivo: SIDRA 7438 (série 2012–2025, em /fontes/).

Os indicadores usados, e o porquê de cada umFechar
IndicadorPor que entrou (o racional)Fonte
Despesa da União (empenhada, real)O tamanho do gasto, o ponto de partida de toda a comparaçãoTesouro/SICONFI, RREO Anexo 01
Gasto por natureza (pessoal, juros, outras, investimentos...)Como o gasto se compõe, onde as prioridades mudam entre janelasTesouro/SICONFI, RREO Anexo 01
Gasto por função (Assistência, Previdência, Saúde, Educação)O destino: quem recebe o gastoTesouro/SICONFI, RREO Anexo 02
Salário mínimo realA renda mínima legal; arrasta aposentadorias e benefíciosBCB (SGS 1619) corrigido pelo IPCA
Programas sociais / Assistência (real; com e sem 2020)A transferência que chega direto em quem tem menos (Bolsa Família, BPC)Tesouro/SICONFI, Anexo 02
IPCAO preço: corrói a renda, e quem tem menos sente primeiroBCB (SGS 433)
DesempregoA porta de entrada da rendaIBGE (PNAD Contínua, série coletada)
PIB realA atividade que gera emprego e arrecadaçãoBCB (SGS 7326)
SelicO custo do dinheiro: mexe no crédito, no emprego e na conta da dívidaBCB (SGS 432)
Fed (juro dos EUA) e dólarDe onde vem o aperto externo; crédito global e câmbio chegam no preçoNY Fed · BCB (SGS 1)
Dívida (DBGG; DCL dos estados)Quanto o governo deve; dívida maior exige mais juros nos anos seguintes. DBGG (BCB SGS 13762) como medida única; DCL estadual (RGF/SICONFI)Banco Central · Tesouro Nacional
Renda domiciliar por pessoa (percentis)Dimensiona a faixa desta lente (os 99% da população) e os degraus dentro delaIBGE (SIDRA 7438)
Desigualdade (Gini)Resume como a renda se distribuiIBGE (SIDRA 7435)
Renda média realContexto geral do país, para não olhar o gasto sem olhar a rendaIBGE (SIDRA 7458)
Cálculos e métodos (para reproduzir os números)Fechar
  • Médias das janelas: as comparações usam a média de cada janela (4 anos x 3 anos). Selic: média aritmética das taxas anuais; IPCA: média geométrica (6,14% → 6,1%); PIB: taxa média composta (geométrica); desemprego: média anual oficial do IBGE (PNAD Contínua, SIDRA 4562); valores monetários: média aritmética, deflacionada pelo IPCA para R$ de dez/2025.
  • Juro real da política monetária: (1 + Selic) ÷ (1 + IPCA) − 1 → 0,3% e 7,9% (indicador de política, rotulado). Juro real da dívida: juros nominais NFSP (12m) ÷ média do estoque (início/fim) da DBGG, deflacionado pelo deflator do PIB → −1,5% (Governo Bolsonaro, 2019-22), +4,8% (Governo Lula, 2023-25) e +5,0% (12m). Ex-ante (Selic 13,9% vs Focus IPCA 12m 4,93%, 02/10/2026): ≈ 8,6%.
  • Dívida: usamos a DBGG (BCB SGS 13762) como medida única, em janelas contíguas: dez/2018→dez/2022 e dez/2022→ago/2026 (parcial; série coletada desde jun/2018).
  • Juros × amortização: "Juros e Encargos" = custo do dinheiro (custo fiscal corrente); "Amortização" = devolução do principal (rolagem), não é despesa final nem entra como "custo dos juros". Dois conceitos de "juros" na página: (a) RREO federal, União, grupo 2, empenhado ≈ 2,9% do PIB (2025); (b) juros nominais do setor público consolidado, BCB/NFSP, competência, ≈ 8-9% do PIB. Cada uso está rotulado; o placar usa (b).
  • Renda: rendimento domiciliar per capita real, série consolidada SIDRA 7531 (deflacionada pelo IPCA), valores reais; antes reconstruída de 7458/7457/7456 (referência nos dados). Extremos: 50% mais pobres × topo (mesma tabela).
  • Empenhado × liquidado × pago: os gastos aqui são valores empenhados (execução orçamentária até o bimestre); a base também contém liquidado e pago, empenhado não é caixa.
  • Sustentabilidade: p* = (r − g)/(1 + g) × d → 2,1% do PIB nos 12m (falta ≈ 2,7 pontos ≈ R$ 365 bi/ano; sensibilidade: 1 ponto de juro real ≈ 0,8 ponto do PIB ≈ R$ 105 bi/ano).
  • Bases localizadas: BCB/SGS (432/433/1/4380/7326/13762/4513/5727/5793/24369), IBGE/SIDRA (7435/7436/7438 + renda 7456-7458), RREO/RGF (Tesouro), Focus e NY Fed; lista completa com download em /fontes/.
  • Fatos × cálculos × interpretações: números das fontes oficiais (fato); médias, deflações e fórmulas desta página (cálculo, como acima); quem fica à frente em cada quesito (interpretação, sempre com a regra escrita).
A linha do tempo do racional (2019 → 2026)Fechar
AnoO que marcouIndicadores-chavePor que importa para a comparação
2019Pré-pandemia; juro em quedaSelic 6,5% → 4,5%; mínimo de R$ 998É o ponto de partida da comparação
2020Pandemia; gasto emergencialAuxílio Emergencial no pico (função Assistência: R$ 564 bi a preços de dez/2025; ≈ R$ 424 bi nominais); juro a 2%; dólar R$ 5,64Ano fora da conta da proteção social (regra do placar).
2021Volta da inflação; desemprego em 14,0%IPCA de 10,1%; mínimo real em quedaA inflação corrói a renda de quem tem menos
2022Aperto monetário; fim do Governo BolsonaroSelic a 13,75%; dívida de 75,3% para 71,7% do PIB no governoDívida a 71,7% do PIB; salário mínimo real −0,2% desde 2019.
2023Recomposição das políticas sociaisBolsa Família: piso de R$ 600 + R$ 150 por criança (até 6 anos); mínimo a R$ 1.320; desemprego 7,7%Novo patamar das transferências
2024Emprego forte; dólar altoDesemprego 6,6%; dólar R$ 6,10; Gini 0,504 (menor da série; 2025: 0,511)O mercado de trabalho puxa a base, mesmo com o mundo incerto
2025Juro no pico; renda em altaSelic 15%; mínimo a R$ 1.518; desemprego 5,6%Renda em alta com crédito caro
2026*Parcial: desinflação lentaIPCA 3,1% (jan-ago; 4,2% em 12m); desemprego 5,3% (trimestre jun–ago); Fed voltou a subir em set; juros nominais 12m: 8,9% do PIB (R$ 1,18 tri)Período ainda em curso: juros em 12 meses a 8,9% do PIB.

*2026 parcial. Valores reais a preços de dez/2025 quando comparados entre anos; indicadores nominais citados como "vigente no ano".

Janelas de tamanhos diferentes (4 anos x 3 anos + 2026 parcial), por isso as comparações usam médias anuais, com acumulados quando indicado. 2026 está em curso: inflação de 3,1% em 8 meses, desemprego de 5,3% (trimestre jun–ago), Selic média de 14,4% (até setembro) e despesa até o 4º bimestre. O Governo Bolsonaro inclui a pandemia (2020-21), que distorce PIB e gasto. Comparação descritiva de dados públicos; não é juízo político. Fontes: SICONFI/Secretaria do Tesouro Nacional (SIAFI), Banco Central (SGS 432/433/4380/7326/24369/1619/1/13762/4513/5793/5727), IBGE (PNAD/SIDRA 7435/7436/7438/7456/7457/7458), Tesouro/SICONFI (RREO e RGF). Juro dos EUA: NY Fed (taxa efetiva); câmbio: BCB (SGS 1). Extração em 06/10/2026 (séries mensais financeiras até set/2026).